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Gado de corte: as 8 melhores raças

Por Rio Grande 25/06/2021
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O Brasil é o segundo país com maior rebanho de bovino do mundo, com 214,7 milhões de cabeças de gado em 2021, de acordo com os dados do IBGE. E, desse número, uma parte significativa é destinada ao gado de corte.

Se você está começando agora na pecuária, ou deseja melhorar o seu rebanho, veja as dicas e informações importantes que separamos sobre raças de gado de corte.

O que é o gado de corte?

Embora o termo gado de corte seja mais usado para falarmos de bovinos destinados à produção de carne, na verdade, ele abrange também outras criações, como ovinos e caprinos.

Então, chamamos de gado de corte à criação de ovinos, caprinos e bovinos destinados à produção de carne. Embora a ovinocultura e a caprinocultura sejam importantes, elas são menos expressivas do que a bovinocultura – e por isso, muitas pessoas usam gado de corte como sinônimo de bois e vacas destinados à produção de carne.

Qual o valor de um gado de corte?

O preço do gado de corte depende muito das variações de região para região e é o que chamamos de cotação do boi gordo.

De acordo com o CEPEA/Esalq, o boi gordo é o boi macho, que pesa em torno de 16 arrobas líquidas ou mais e que tem idade de até 42 meses. Atualmente, essa é uma das principais commodities do nosso país, que é um grande exportador de carne bovina para todo o mundo.

O preço do boi gordo é negociado na Bolsa de Valores, já que existem contratos futuros baseados nessa commoditie. Assim, acompanhar a cotação ajuda o pecuarista a ter ideia do valor do seu rebanho.

Essa cotação varia dependendo do dia e do estado. Por exemplo, enquanto escrevíamos este conteúdo, o boi gordo estava valendo R$310,50 em Barretos (SP), R$298,50 em Belo Horizonte (MG) e R$ 296,50 em Alagoas.

Qual a melhor raça de gado de corte?

Para quem deseja começar a criar gado de corte – ou para quem quer aprimorar o seu rebanho, é importante conhecer as melhores raças de bovinos destinados à produção de carne. Vamos ver em detalhes algumas delas.

  1. Angus

O Angus é um dos destaques entre as raças taurinas e de origem europeia. Apesar disso, esse bovino se adaptou muito bem ao clima brasileiro e é resistente a enfermidades e ao ataque de carrapatos.

Outra característica interessante é a fertilidade e a precocidade, pois os animais atingem a puberdade e, consequentemente, a fase de corte, mais cedo que outras raças. A carne produzida é de excelente qualidade e muito bem aceita tanto no mercado interno como externo.

  1. Brahman

Essa raça começou a ser criada no Brasil em 1994, quando chegou dos Estados Unidos. Ela é resultado do cruzamento entre as principais raças zebuínas e considerado um gado de tamanho intermediário entre as raças de corte.

As vacas Brahman pesam entre 450 a 630 kg e os touros entre 720 a 990kg. Os bezerros nascem pequenos, pesando de 30 a 40 kg, mas rapidamente conseguem crescer.

A raça Brahman possui alguns pontos interessantes como a grande resistência a insetos (por ter um pelo claro, curto e grosso), a resistência às doenças (boa capacidade para tolerar altas e baixas temperaturas), bom desempenho reprodutivo (capacidade de reprodução constante) e a facilidade de parto.

No Brasil, a raça é muito usada para a realização de cruzamento industrial com as diferentes raças existentes. Se essa for a estratégia da sua fazenda, a raça pode ser bem interessante.

  1. Nelore

O boi Nelore é responsável pela maior parte da produção de carne brasileira. Essa é uma raça indiana e que se adaptou muito bem ao clima brasileiro, produzindo com qualidade em praticamente todas as regiões do país.

Entre suas características estão: resistência natural a parasitas (devido às características dos seus pelos), grande resistência ao calor (porque tem uma superfície corporal maior e por ter mais glândulas sudoríparas) e elevada longevidade reprodutiva.

Além disso, a carne do boi Nelore tem características que aumentam a procura no mercado, como alto teor de sabor e baixo teor de gordura de marmoreio.

  1. Brangus

Essa raça é resultante do cruzamento entre o Angus e o Zebu. Entre suas características marcantes estão: precocidade sexual, habilidade materna, fácil adaptação e excelente marmorização.

O Brangus é muito usado nas criações em confinamento, devido ao seu elevado ganho de peso capaz de se destacar em sistemas produtivos mais extensivos ou intensivos.

  1. Hereford

Essa é uma raça de origem inglesa e que foi introduzida no Brasil pelos vizinhos Argentina e Uruguai. É sinônimo de produção de carne de alta qualidade e maciez, tanto em regime de pasto como de confinamento.

Suas principais características são: rusticidade, fertilidade, longevidade, eficiência alimentar e adaptabilidade. As fêmeas ainda apresentam grande habilidade materna e fertilidade.

  1. Senepol

A raça chegou ao Brasil nos anos 2000 e é de origem africana. Ela é uma boa opção para o cruzamento industrial por ser rústica, produtiva e fértil.

Além disso, possui crescimento rápido, o que significa um ciclo de engorda mais curto. Tem como características: boa adaptabilidade ao calor e à umidade, resistência aos parasitas e boa qualidade reprodutiva.

Também possui uma grande capacidade de transformar o pasto em carne, ou seja, de transformar proteína vegetal em animal, ficando pronto para o abate mais cedo.

  1. Tabapuã

Essa raça é mais conhecida como “zebu brasileiro” e é um cruzamento entre diferentes zebuínos, Nelore, Gir e Guzerá. O resultado é um bovino de grande porte, com pelos claros, curtos e finos.

O principal destaque da raça é a docilidade, além do bom ganho de peso e do excelente rendimento. Esse é um bovino brasileiro e que também é criado em outros países da América do Sul.

  1. Canchim

A raça tem mais de 65 anos e é resultante do cruzamento entre Zebu e Charolês, visando alavancar a pecuária de corte no Brasil. É uma raça que funciona bem para o cruzamento industrial, pois possui boa reprodutividade e aguenta altas temperaturas.

Para saber qual raça escolher, é importante avaliar a que se adeque melhor às condições climáticas da região onde você pretende criar o bovino e a realidade da sua propriedade, e também a que esteja de acordo com as suas expectativas.

O melhoramento genético é muito importante para conquistar o máximo de produtividade, assim como o estudo e o conhecimento a fundo de todas as fases de criação do bovino e a alimentação adequada, com a correta formulação da ração.

Gostou de conhecer sobre as melhores raças de gado de corte? Aproveite e veja as dicas sobre alimentação de gado de corte!

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