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Pecuária intensiva e extensiva: entenda a diferença entre elas

Por Rio Grande 21/07/2021
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O Brasil é um dos países com maior rebanho bovino do mundo. Segundo a Pesquisa da Pecuária Municipal (PPM), divulgada pelo IBGE e que inclui bovinos, suínos, aves e peixes, o país possui 214,7 milhões de cabeças de gado, sendo o segundo maior rebanho bovino do mundo.

Para aumentar os resultados, é importante conhecer muito bem a diferença entre pecuária intensiva e extensiva – e as vantagens e desvantagens que cada uma oferece. Siga a leitura e entenda melhor.

O que é pecuária intensiva?

A pecuária intensiva é a que envolve o sistema de confinamento, criando a maior quantidade possível de animais, na menor área. Essa é considerada a opção mais avançada de criação.

Os rebanhos são confinados usando processos modernos e tecnologia de ponta, por isso é importante dispor de mão de obra qualificada para a realização do monitoramento. O que se deseja com esse tipo de criação é aumentar a produtividade animal, aumentando a produção, a comercialização e o lucro.

Qual a diferença entre pecuária intensiva e extensiva?

Enquanto a pecuária intensiva é aquela feita por confinamento, a pecuária extensiva envolve a criação de rebanhos em grandes áreas, com os animais sendo deixados soltos para pastar. 

Hoje, a pecuária extensiva é a mais usada no país, especialmente para o gado de corte, já que esse rebanho tem como característica a necessidade de mais liberdade e espaço.

As diferenças entre as pecuárias também está relacionada à nutrição. No confinamento ou semiconfinamento, as estratégias nutricionais são mais avançadas e voltadas para impulsionar a produtividade do rebanho. Assim como também se usa métodos mais avançados de preparo do solo e cultivo de forrageiras, com a exploração desse recurso por um tempo maior.

Já na pecuária extensiva, a dieta é, principalmente, pasto e suplemento mineral. Nas épocas de seca, em que há maior escassez de forrageiras, é usado um suplemento mineral com um proteinado ou com ureia.

Pecuária Semiextensiva

Além dessas, ainda existe a pecuária semiextensiva que, na prática, consiste em uma mescla do sistema extensivo com técnicas da pecuária intensiva. O gado é criado solto, mas recebe um tratamento especial em relação à nutrição e ao melhoramento genético.

Comparado a pecuária extensiva tradicional, o método apresenta um cuidado maior com as pastagens e com o manejo do gado, garantindo que ele tenha acesso a um pasto de melhor qualidade nutricional durante o ano todo. A suplementação também envolve produtos que aumentam o desempenho animal.

Quais as vantagens e desvantagens de cada tipo de pecuária?

Para escolher entre a pecuária intensiva ou extensiva, é importante entender as vantagens e desvantagens que cada uma apresenta. Vamos ver em detalhes.

Pecuária Intensiva

Entre as vantagens da pecuária intensiva estão:

  • elevados índices de produtividade, em função das estratégias alimentares adotadas;

  • controle completo do rebanho, já que ele está confinado em uma pequena área e fica mais fácil controlar o animal e a sua nutrição, gerenciando melhor a saúde, o desenvolvimento e a produtividade;

  • seleção mais apurada do animal, devido às tecnologias usadas, permitindo o pecuarista separar os animais mais produtivos dos menos produtivos e também investir em melhoramento genético;

  • alimentação controlada e focada nos interesses do pecuarista. No caso do gado de leite, com a alimentação certa é possível aumentar a produção de leite, e no gado de corte, reduzir o tempo necessário para que o animal alcance o peso ideal antes do abate.

Porém, a principal desvantagem é o investimento mais alto, já que há maior tecnologia. Além disso, os custos também são mais altos porque é preciso contratar mão de obra especializada, infraestrutura e suplementação animal.

Pecuária extensiva

A principal vantagem da pecuária extensiva é:

  • investimento menor, pois a criação dos animais é feita em grandes pastos, nos quais os animais encontram a maior parte dos nutrientes que precisam para se desenvolver (embora a suplementação também seja indicada, pois a área usada para o rebanho pode ser pobre em minerais necessários à nutrição dos animais).

Contudo, entre os pontos negativos, estão:

  • maior dificuldade de monitoramento e controle de desenvolvimento dos animais, pois o gado fica mais espalhado, o que pode reduzir a eficiência do controle da produtividade e da lucratividade;

  • necessidade de terrenos amplos, já que a ocupação do ambiente pelo rebanho pode levar a problemas ambientais devido à degradação constante dos pastos; 

  • déficit alimentar, pois alguns pastos podem ter deficiência de minerais e nutrientes necessários para o desenvolvimento do rebanho. Nesse caso, é indicado usar uma suplementação para a criação de animais saudáveis (o que pode acabar encarecendo a produção).

Como você pode notar, escolher entre a pecuária intensiva ou extensiva dependerá muito dos seus objetivos, das características da sua propriedade e também do seu rebanho, definindo a melhor técnica que se adeque aos seus objetivos e realidade.

Gostou deste conteúdo? Continue aprendendo: leia nosso post sobre bovinocultura de leite e veja quais são os 6 cuidados essenciais no manejo!

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